Discurso x Prática

Acredito que modelamento comportamental seja um ou, senão, o aspecto mais importante do exercício da liderança.

Ainda hoje, após muitos anos de vivência organizacional, me surpreendo com casos de executivos que criam regras e políticas para os outros. Nada contra regras diferentes para objetivos ou públicos diferentes, mas não sendo este o caso, os conflitos estarão instalados.

Exemplos corriqueiros são os de uso indevido de ativos ou benefícios que as empresas concedem para os executivos no exercício da sua atividade profissional, mas que os mesmos os utilizam também na esfera privada e familiar.

Mesmo havendo regras para os mesmos, assinadas por eles próprios, as “exceções” são criadas. Exceções não são o problema. A questão é a forma como são criadas, gerando mensagens dúbias e comportamentos diferentes entre os que compõem a organização. Dessa maneira, e, em boa parte das vezes, aqueles que se pautam no comportamento de seus chefes (ou seja, quase todos) para tomar decisões se veem em situações delicadas frente aos “comitês de ética e auditoria” , isso quando suas carteiras de trabalham não são carimbadas com a demissão.

A cultura de uma organização é também definida pelo conjunto de suas pessoas e pelo comportamento destas. Se a liderança insiste em discursos diferentes da prática, qual a cultura que teremos?

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